domingo, 7 de novembro de 2010

Proposta para projeto 3


Proposta para Centro de Cultura e Lazer Sanjoanense

Estúdio: Abrigos Ambientais
Orientador: Prof. Rafael Brandão
Data de entrega: Abril de 2010

Escolha e avaliação do terreno

A proposta do professor Rafael Brandão foi de escolher uma cidade brasileira e fazer um estudo completo sobre seu clima, e a partir deste desenvolver um projeto em uma área de interligação entres os três campis da UFSJ – Santo Antônio, Dom Bosco e CTAN – passando pelas avenidas Tancredo Neves, Leite de Castro e Visconde do Rio Preto. A partir de uma avaliação por meio de entrevistas e levantamentos de uso, pode-se ter mais base para a seleção da área a ser trabalhada. Minha escolha se deu na Companhia Têxtil Sanjoanense, fábrica de tecidos que se encontra na Avenida Leite de Castro.







Breve Histórico

A Companhia Têxtil Sanjoanense, hoje oficialmente chamada Pirapora Têxtil, é a indústria, no sentido de maquino fatura, mais antiga da cidade. Foi fundada em 1891 por uma associação comercial anônima de São João del Rey. Esta contratou Bernardo Mascarenhas, empreiteiro responsável, na época, pela construção de outras fábricas no Brasil. O mesmo foi até o norte da Europa para comprar toda parte estrutural do prédio; como as madeiras para estrutura do telhado e ferragens. Ao longo dos anos a fábrica deixou de pertencer à associação e passou por vários proprietários.












Até que em 1919 foi adquirida pelo ‘empresário’ Pedro Paulo, juntamente em sociedade com seu irmão; sendo a família responsável pelos negócios até hoje.














A situação da Companhia Têxtil Sanjoanense atualmente em SJDR atualmente é de uma produção bem menor, isso se deve a instalação de filiais em outras partes do país, onde inovações são sempre implantadas.



Desenvolvimento do projeto

O projeto se baseia na revitalização e novo uso para o prédio onde funciona a Companhia Têxtil Sanjoanense, transformando o espaço em um Centro de Cultura e Lazer. Nele funcionará um salão para exposições, salas multiuso, anfiteatro, museu sobre a fábrica, salão para festas, teatro ao ar livre e um espaço para pequenos shows ou exposições também ao ar livre.
A proposta seguiu por manter alguns edifícios, inclusive a fachada - único elemento da construção original - oferecendo o devido restauro aos mesmos.













1 - Recepção e Edifício Administrativo
2 - Anfiteatro
3 - Museu Fábrica de Tecidos Sanjoanense
4 - Edifício de exposições
5 - Salão de festas
6 - Salas Multiuso
7 - Praça
8 - Marquise
9 - Teatro ao ar livre



Setores

Recepção e Edifício Administrativo















Logo na entrada árvores definem o caminho, e uma parede de vidro convida o usuário a entrar ao deixar à mostra o espaço do museu e da praça.
















A fachada da recepção será trabalhada estruturalmente em concreto translúcido, material este que permite a passagem de luz do ambiente externo.



Salão de Festas

O salão de festas contará com uma cozinha industrial no seu amplo espaço, podendo ser utilizado para um sofisticado jantar ou uma festa de porte maior.

















Contribuindo para o conforto do lugar, seria necessário instalar bombas de calor, mais conhecidas como 'Heat Pumps' ou pelo sistema de Geotermia. O uso desse aparelho foi preciso pois no salão não poderia ter ventilação natural devido ao ruído que o espaço poderia gerar.



Basicamente, seu sistema funciona a partir de tubos, instalados de baixo da terra, o ar externo é sugado passando por tais tubos e expelido no ambiente, podendo ser refrigerado ou aquecido.


Edifício de Exposições
















A sala para exposições se encontrará na parte da frente do conjunto, tendo, das janelas, a vista para a Avenida Leite de Castro. Em suas paredes será mantido o tijolo aparente, dando um ar rústico e histórico para o ambiente.


Museu Fábrica de Tecidos Sanjoanense

O museu contará a história da fábrica, sua fundação e inserção na cidade mineira de São João del Rei, seus trabalhadores e maquinários antigos e novos.












Três de suas paredes serão de vidro, dando ao visitante a vista quase todo o complexo. Nele também terá um pequeno palco com vista para um público tanto interno quanto externo - fazendo parte do teatro ao ar livre.



Praça e Teatro

A praça contará com um teatro ao ar livre com jardim e espelho d´'agua logo a frente do palco.
Nela também estará o prédio com as salas para multi uso e em seu paisagismo ipês amarelos.















Estrutura

Estruturalmente o projeto se compõe de: pilares e tesouras de madeira, distribuídos de 10 em 10 metros; a marquise é sustentada por 8 pilares de concreto; os telhados dos setores frontais serão de telhas cerâmicas e dos galpões maiores de telha sanduíche (material este que contribui para o conforto térmico do espaço).

















A escolha pelo aço-cortén foi para transmitir ar mais rústico , não deixando esquecer que o prédio era uma fábrica.
Contribuindo para o conforto térmico do espaço haverá a implantação de telhados verdes sob o museu e sala de exposições e também sob todo o prédio com as salas para multi uso.


Vistas








Estudo do clima

A idéia proposta no estúdio era de escolher o clima de uma cidade brasileira, e trabalhar nas devidas circunstâncias da mesma. A cidade escolhida foi Curitiba.
O clima de Curitiba é subtropical úmido, sem estação seca, com verões suaves e invernos relativamente frios.



Pôde-se ver isso a partir da demonstração feita pela rosa dos ventos que demonstrou que os ventos de maiores velocidade (6m/s) são do Leste e Sudeste, na primavera e verão. No inverno, os ventos do Leste e Noroeste têm a mesma velocidade.
A partir de análise feita por um softwere do LABEEE o Analysys BIO, pode-se ver pelos dados da Carta Psicrométrica que Curitiba está distribuída entre as zonas de: conforto; aquecimento solar passivo; alta inércia térmica e aquecimento solar; aquecimento artificial e ventilação.




















Já para os ventos predominantes precisou-se utilizar novamente, de um softwere do LABEEE, o Analysys SOL-AR. A partir dele obteve-se tais dados à respeito dos ventos de Curitiba.




quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Proposta de projeto 2; Resultado final

Resultado do trabalho de projeto feito no segundo período do curso.
O espaço utilizado foi a rodoviária velha de São João Del Rei.

















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Proposta de Projeto 2; Estudo da insolação na área

Fez-se um estudo, utilizando-se o programa Ecotect, da insolação na área da Rodoviária Velha. Tal estudo se baseou em 4 datas do ano: 21 de março, 21 de junho, 21 de setembro e 21 de dezembro e os resultados foram os mostrados abaixo:


21 de dezembro



21 de junho

21 de março/21 de setembro

Proposta para projeto 2



A prosposta de projeto para a segunda metade deste semestre é a de criação de um projeto fictício para a rodoviária velha de São João del Rei e seus arredores.

As primeiras percepções do local e os levantamentos começaram a ser feitos. Por ser área de intenso comércio, trânsito de veículos e pedestres, há uma dificuldade maior se comparado ao primeiro projeto.


Cada grupo ficou responsável por uma parte da área na qual faria os levantamentos perceptivos e técnicos. A partir das informações colhidas em observações, entrevistas e triangulações, mapas estão sendo desenvolvidos com o objetivo de auxiliarem no desenvolvimento do projeto final.



(Mapa produzido no Auto Cad pelos alunos a partir da junção dos levantamentos de cada grupo.)

Análise Perceptiva da Rodoviária Velha

Pontos principais gerados a partir de um estudo das diversas entrevistas realizadas na área.

· Ponto de ônibus é importante

· O estado de conservação da rodoviária encomoda

· Carência de atividades convidativas e atrativos no local

· Problemas de trânsito

· Proposta de criação de um local de convivência

· Falta de iluminação

· Segurança

· Abrigo de chuva

· Falta de áreas verdes

· Pontos positivos e negativos da área comercial

· Alagamento e condições de higiene da rua

Programa

1. Ponto de ônibus é importante

2. O estado de conservação da rodoviária encomoda

3. Carência de atividades convidativas e atrativos no local

4. Problemas de trânsito

5. Proposta de local de convivência

6. Falta de iluminação *

7. Segurança *

8. Abrigo de chuva *

9. Falta de áreas verdes

10. Pontos positivos e negativos da área comercial -> continuaria a mesma porque uma vez que a população recebe um espaço de lazer, deve ser solidária com o comércio.

11. Drenagem da água, alagamento da rua é um problema

12. Condições de higiene da rua

Objetivando agradar a todos, ao mesmo tempo que conservaria o ponto de ônibus na área, construiria um espaço de lazer e descanso para a população. Com uma inversão do fluxo de veículos, instalaria na área um ponto de ônibus tradicional, deste modo as pessoas que usam o transporte público não teriam que dividir espaço com jogadores de baralho e vendedores. Seria também instalado na esquina da rodoviária um semáforo com faixa de pedestre, visando facilitar acesso dos pedestres ao local e organizar o novo sentido do trânsito. Onde se encontra a rodoviária, seria construído um café *am pm; A rua que ficou inutilizada após a inversão do tráfego, seria transformada em uma espécie de“calçadão” com bancos, mesas para jogos,arborização, lixeiras, local para bicicletas, telefones públicos e etc; Seria também, palco para pequenasmostras culturais apoiadas pelo café.

Em dias normais, o local favoreceria a segurança dos pedestre que por ali passam, que caminhariam sem se preocupar com o trânsito e durante a noite, a lanchonete 24 hrs acabaria com aquela visão de local abandonado. Em dias de menos movimento, ou quando acharem apropriado, casais poderiam sentar para namorar, tomar um sorvete e pais poderiam levar seus filhos para andar de bicicleta.

Intervenção na Rua da Cachaça













I Intervenção dos alunos de Arquitetura e Urbanismo da UFSJ

A primeira intervenção e exposição de trabalhos dos alunos de arquitetura e urbanismo e artes aplicadas da ufsj aconteceu no dia 29 de setembro de 2009 no Solar da Baronesa e na Rua da Cachaça, em São João Del Rei.
Depois de muito trabalho, dedicação e muuuuitas coisas aprendidas, pode-se ver aqui o resultado!!!


Solar da Baronesa













Seminário 3 - SESC Pompéia


"Architecture for the people"

O projeto foi desenvolvido pela arquiteta Lina Bo Bardi em 1977.

"The plan was to convert an old factory for oil drums into a recreational center. Lina B.B. decided to keep most of the complex the way it was. About half of the requested program could be placed in the existing structure."

Foram edificados 2 altos prédios ligados por várias passarelas (lado direito e inferior da fotografia) onde estão localizadas as quadras poliesportivas e vestiários, uma outra parte do programa.

A arquitetura ali, construiu uma outra realidade; Exemplo de como os espaços de um projeto condicionam o homem. Lina dava muito valor à cultura popular e acreditava no potencial de criação do povo.
O centro é conhecido e famoso na cidade; frequentado por todo tipo de pessoa, todo tipo de classe social.